sábado, 6 de março de 2010

Alma minha,gentil, que partiste!

Depois de uma sistematizada relutancia, dei o passo!
Os blogues nao sao, nao eram, o meu mundo. Entendo a vida noutra perspectiva. Da vivencia intensa, no sentir do pulsar diario das gentes, das cidades, do País. Nao me interessa a conversa futil e muito menos os truculentos dialogos dos cafes ou dos balnearios dos helth-clubs, onde tudo é analisado num bota-abaixo violento, sem ética, sem regras, do dizer por dizer, sem cuidar de sustentar ou fundamentar uma pequena ideia que seja. E é isso que constato na chamada blogosfera, onde 90% do que se escreve nao passa de baboseiras e reflectem a linguagem indecifravel e ignorante dos que pensam perceber de tudo e nada deixam para os outros! A Comunicaçao Social tambem esta assim, parece um queijo suiço com buracos por todos os lados. Como o Estado que nos (in)governa e há muito se demitiu do seu compromisso quanto a parte que lhe toca no «Contrato Social»
É isto que me revolta. Que me vem deixando angustiado. Este povo que já nao vibra, que perdeu a arte e engenho que o caracterizou e se arrasta penosamente para o dominio da insensatez e da leviandade.
Portanto, vou tentar estar atento. E dizer o que me vai na alma, sem pudor nem vinculo algum a quem quer que seja. Tentando fugir a sete pes do falar por falar. Porque isto nao esta para grandes gracejos. Ha que combater, pois. Nao se ve luz no tunel.
Ó Portugal, Portugal!

(Durante os primeiros tempos faltarao acentos nos textos, por culpa de um portatil comprado no estrangeiro...nada que se nao resolva)